Quem diria que, em pleno sábado de quartas de final na ensolarada Miami, os torcedores ingleses estariam olhando para as tribunas com mais pavor do que para o próprio Erling Haaland em campo. O Hard Rock Stadium fervia para o duelo entre Inglaterra e Noruega neste dia 11 de julho de 2026, quando as câmeras de transmissão de TV resolveram dar um close na área VIP. Bastou a imagem de Mick Jagger aparecer no telão, impecável aos seus 82 anos, para que um calafrio coletivo percorresse o estádio e as redes sociais. A presença do lendário líder dos Rolling Stones transformou o clima de otimismo em uma tensa contagem regressiva, ressuscitando instantaneamente um dos mitos mais divertidos — e genuinamente temidos — do futebol contemporâneo.
De onde surgiu a famosa maldição de Mick Jagger?
Para quem acompanha os bastidores dos grandes torneios esportivos e o mundo das celebridades, o pânico da torcida do ‘English Team’ é perfeitamente justificável. O folclore em torno da chamada maldição de Mick Jagger ganhou uma força colossal durante o Mundial de 2010, na África do Sul. Naquele ano, o astro do rock resolveu declarar seu apoio público a uma sequência de seleções importantes. O resultado? Uma por uma, as equipes foram sendo sumariamente eliminadas logo em seguida.
Tudo começou quando o cantor assistiu à eliminação dos Estados Unidos diante de Gana. Depois, ele esteve no estádio para ver a Inglaterra ser goleada pela Alemanha por 4 a 1. Não satisfeito, Jagger ainda declarou torcida para o Brasil contra a Holanda e para a Argentina contra a Alemanha — ambos os times arrumaram as malas precocemente. O estigma de ‘pé-frio’ grudou no astro como um chiclete de camarote, estendendo-se para os mundiais seguintes de 2014 e 2018. Por mais que o músico leve tudo na esportiva e brinque com a própria fama nas entrevistas, o torcedor comum prefere não desafiar o sobrenatural quando o título está em jogo.
Celebridades na plateia e o drama em campo
Neste sábado em Miami, Mick Jagger não foi a única estrela a brilhar fora dos gramados. Ele assistiu à partida ao lado de seu filho, Lucas Jagger, dividindo as atenções do Hard Rock Stadium com uma constelação digna de Hollywood. David Beckham comandou a festa familiar em um dos camarotes vip ao lado de sua esposa, Victoria Beckham, e dos filhos Harper, Romeo e Cruz — este último acompanhado da namorada, a modelo Jackie Apostel. A tenista Venus Williams também roubou a cena no estádio com o ator italiano Andrea Preti, enquanto ídolos dos gramados como Cafu, Luis Suárez e John Terry observavam a partida de perto.
Acontece que nenhuma dessas presenças ilustres acendeu o sinal de alerta dos torcedores quanto a imagem de Jagger no telão oficial da transmissão. E o roteiro do jogo parecia desenhado para alimentar a lenda: a Noruega abriu o placar com um belo gol de Andreas Schjelderup, fazendo a internet explodir em piadas imediatas. ‘O homem foi urubuzar e a Inglaterra vai perder’, brincavam alguns torcedores no X. Para o alívio temporário dos ingleses, a estrela Jude Bellingham buscou o empate ainda no primeiro tempo, deixando o placar em 1 a 1 e diminuindo a pressão sobre os ombros do vocalista.
A força da maldição de Mick Jagger contra a razão
O aspecto mais fascinante de toda essa história é o momento de celebração pessoal em que o cantor se encontra. Jagger viajou para os Estados Unidos apenas um dia após o aguardado lançamento de ‘Foreign Tongues’, o 25º álbum de estúdio dos Rolling Stones, que chegou ao público na sexta-feira, 10 de julho de 2026. Trata-se do primeiro grande trabalho da banda desde o aclamado ‘Hackney Diamonds’ de 2023, repleto de canções enérgicas gravadas em Londres. É quase irônico pensar que, enquanto os críticos musicais aplaudem a imortalidade artística do cantor, os fãs de futebol só conseguem focar em sua suposta capacidade de zicar o próprio país de origem.
De acordo com a repercussão registrada pelo portal Globo Esporte, a internet não perdoa e reviveu os clássicos memes do ‘It’s not coming home’. No entanto, para além das brincadeiras e do folclore digital, ver um ícone de 82 anos esbanjando energia em um estádio de futebol é um lembrete do poder que o esporte tem de unir diferentes mundos. Quer a maldição de Mick Jagger se confirme nas próximas fases ou seja quebrada em grande estilo, ela já garantiu mais um capítulo inesquecível na história das Copas do Mundo.
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