Quem esperava ver Neymar desfilando sua classe na Venezuela teve que lidar com um balde de água fria. O craque, que ainda se recupera do desgaste físico pós-Copa do Mundo de 2026, sequer viajou. Mas o espetáculo não espera por ninguém. Em uma noite que tinha tudo para ser tensa, o Alvinegro deu um verdadeiro show. Diante de um cenário atípico — o jogo foi levado para a cidade de Valencia devido aos fortes terremotos que abalaram a região de Caracas semanas atrás —, o elenco santista mostrou que tem profundidade e muita história para contar.
O brilho de Gabriel Menino e o coringa de Cuca
No centro desse roteiro surpreendente, um nome roubou a cena de maneira improvável: Gabriel Menino. Emprestado pelo Atlético-MG, o jogador encontrou seu espaço improvisado na lateral-direita sob o comando cirúrgico de Cuca. Não foi apenas uma atuação segura; foi um recital. Menino participou diretamente da jogada que abriu o placar com Gabriel Bontempo e, para coroar a noite, marcou o segundo gol da equipe.
Nos bastidores da Vila Belmiro, a versatilidade de Menino já era elogiada internamente, mas vê-lo desempenhar um papel tão dinâmico em uma partida internacional acendeu as redes sociais. O torcedor, sempre exigente, não poupou elogios ao novo queridinho da ala direita. Na coletiva de imprensa, Cuca fez questão de exaltar o atleta, embora com aquele clássico “puxão de orelha” paternal que só os grandes técnicos sabem dar. O comandante lembrou que, no último lance, Menino poderia ter servido Rony, mas preferiu arriscar. No entanto, o saldo foi extremamente positivo. De acordo com o treinador, ele não é apenas um lateral; ele é um volante, um falso ponta, um verdadeiro coringa que resolve dores de cabeça táticas sem que a diretoria precise correr desesperadamente ao mercado.
Uma goleada do Santos sem as grandes estrelas
Havia um clima palpável de desconfiança antes de a bola rolar. Afinal, encarar os playoffs da Copa Sul-Americana sem Neymar e sem Gabigol parecia um teste de fogo pesado demais para os comandados de Cuca. Nas redes sociais, as piadas e o pessimismo de sempre ganhavam força. No entanto, o que se viu em campo foi um Santos extremamente organizado e vertical. Para quem quiser conferir como foram os lances desse confronto, o portal do GE Globo traz a cobertura detalhada do passeio santista em solo venezuelano.
Mesmo com o susto inicial e a pressão natural de jogar fora de casa, a jovem guarda do Peixe deu conta do recado. A ausência de Neymar foi muito discutida pela imprensa internacional, conforme destacado pela CNN Brasil, que pontuou a cautela da comissão técnica em preservar o astro após seu compromisso no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá. Essa decisão poupou o físico da principal estrela, mas abriu espaço para que o coletivo brilhasse. A goleada do Santos por 4 a 1 sobre a Universidad Central de Venezuela (UCV) serviu para acalmar os ânimos e provar que a engrenagem funciona muito bem mesmo sem os holofotes de suas principais celebridades.
O que a goleada do Santos na Venezuela significa para a temporada
Com essa expressiva vantagem construída fora de casa, o Santos agora respira aliviado. O time pode se dar ao luxo de perder por até dois gols de diferença no jogo de volta na Vila Belmiro para selar sua vaga nas oitavas de final, onde possivelmente enfrentará o Macará, do Equador. Essa margem confortável permite que Cuca gerencie seu elenco com inteligência, focando também no sempre desgastante Campeonato Brasileiro. Como bem apontado pelo portal Terra, o treinador já começa a desenhar as estratégias para o próximo duelo do final de semana, contra a Chapecoense, onde a torcida espera ver novamente um time equilibrado e, quem sabe, o retorno de rostos conhecidos ao gramado.
A goleada do Santos vai muito além de uma simples vitória estatística. Ela reconstrói a confiança de um grupo que vinha sofrendo cobranças após derrotas recentes no Brasileirão. Ver jovens formados na base assumindo a responsabilidade e atletas contestados se transformando em soluções táticas é o tipo de drama esportivo que amamos acompanhar. O espetáculo do futebol, afinal, é feito dessas pequenas reviravoltas que desafiam as expectativas dos críticos de plantão.



