França x Bélgica: Zidane brilha com virada de gala

França x Bélgica: Zidane brilha com virada de gala

Quem estava no Stade de France na noite desta segunda-feira sentiu aquela eletricidade típica dos grandes espetáculos parisienses. Sem Kylian Mbappé, que assistia de longe enquanto se recupera de uma lesão no joelho, os holofotes se voltaram inteiramente para Zinedine Zidane. O técnico, que exala a aura de uma verdadeira lenda do pop futebolístico, trouxe mais do que tática; trouxe drama, roteiro de cinema e aquela pitada de imprevisibilidade que só os grandes astros conseguem entregar. O clássico França x Bélgica não era apenas um jogo, era uma disputa direta pelo topo e uma verdadeira passarela de novas estrelas que provaram que o espetáculo não pode parar.

O luxo e o drama de França x Bélgica no primeiro tempo

O primeiro tempo começou com os franceses dominando a posse de bola, desfilando com 66% de controle, mas sem aquela objetividade que faz o público vibrar nas arquibancadas. Parecia aquele roteiro ensaiado de novela das nove: muita conversa, pouca ação concreta. Os donos da casa trocavam passes sob o olhar atento e por vezes impaciente de Zidane. E, como em todo bom drama, o castigo veio rápido. Aos 35 minutos, em um contra-ataque milimétrico, Roméo Lavia encontrou um passe açucarado para Dodi Lukebakio, que não perdoou e colocou a Bélgica na frente. O silêncio que se instalou no Stade de France foi quase ensurdecedor, lembrando-nos de que, mesmo com toda a pose, o favoritismo precisa ser provado em campo. No intervalo, a internet já fervia com memes sobre a falta de criatividade francesa e a ausência do herói Mbappé.

A cartada de mestre de Zinedine Zidane

Mas se há algo que o “Zizou” nos ensinou ao longo de sua brilhante carreira, seja como jogador ou no banco de reservas, é que ele adora um “grand finale”. Na véspera da partida, ele foi visto descontraído, participando do clássico rondo de aquecimento com os atletas, mostrando aquela proximidade e carisma de quem domina os bastidores como ninguém. No segundo tempo, quando o relógio apertava e a pressão aumentava, ele resolveu colocar a sua “cavalaria” em campo. O técnico mandou para o gramado o trio de jovens dinâmicos: Désiré Doué, Rayan Cherki e Michael Olise. O efeito foi imediato e avassalador, provando que o carisma de Zidane se traduz em decisões cirúrgicas. Como reportado pela imprensa esportiva, a França atropelou com dois de Olise após a entrada desses reservas de luxo, transformando uma noite que parecia tensa em um verdadeiro carnaval fora de época em Paris.

Michael Olise: de tímido a herói da noite

O grande destaque do show de virada tem nome e sobrenome: Michael Olise. O jovem prodígio do Bayern de Munique tem aquela personalidade misteriosa e contida que a imprensa adora analisar. O próprio Zidane chegou a comentar na coletiva pré-jogo que ele é reservado e um pouco tímido fora de campo, mas que se transforma em um líder nato quando pisa na grama. E foi exatamente isso o que vimos. Em uma reação de apenas 14 minutos que parecia coreografada, a França atropelou. Primeiro, aos 77 minutos, Désiré Doué empatou com um belo giro. Logo depois, aos 81, Rayan Cherki virou o placar. Mas o xeque-mate foi dele: Olise marcou aos 88 e fechou a goleada por 4 a 1 aos 91 minutos. Uma atuação digna de tapete vermelho para um atleta que caminha a passos largos para se tornar uma superestrela global.

A nova geração francesa manda um recado para a Europa

Essa goleada avassaladora por 4 a 1 não apenas garante a liderança folgada da França no Grupo A1 da Nations League, com dez pontos, mas também envia uma mensagem clara para os rivais europeus. Mesmo sem o glamour e a badalação de Kylian Mbappé, a França provou ter um elenco de apoio extremamente luxuoso e capaz de decidir jogos em questão de minutos. O público nas redes sociais foi ao delírio com o entrosamento dos jovens talentos, que trouxeram leveza e um futebol vistoso para Paris. Para quem quiser conferir como foi essa atmosfera mágica e os detalhes de como foi construída essa jornada vitoriosa, vale a pena acompanhar a repercussão oficial de França x Bélgica na Liga das Nações. De fato, o futebol francês vive um momento de transição brilhante sob o comando de Zidane, cujo toque de Midas parece transformar qualquer desafio em espetáculo puro. Se a Bélgica sonhava em quebrar o tabu, restou aos “Diabos Vermelhos” assistirem a uma noite de gala dos anfitriões.

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